“A IMPORTANCIA DO CUIDADO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS OU DE RUA NA COMUNIDADE”
O programa Diálogo Aberto, apresentado por Fernando Antonini na Rádio Landell, recebeu no último dia 15 de Outubro as Veterinárias e também Professoras do Cesnors curso de Zootecnia Juliana Sarubbi e Ligia Miyazato, juntamente com a Veterinária Karize Zanchi para falarmos sobre cuidados com animais domésticos e animais errantes ou de rua.
A superpopulação de cães e gatos é um problema que acontece em todo o mundo. As conseqüências dessa situação são trágicas, tanto para os animais, quanto para a população humana que enfrenta uma séria questão de saúde pública já que cães e gatos errantes (soltos nas ruas) podem provocar acidentes de trânsito, sujeira e transmissão de doenças infectocontagiosas e zoonoses como a raiva, por exemplo.
Atualmente na medicina veterinária, se recomenda castração precoce que se dá ao redor dos 4-5 mêses de idade tão logo ter sido terminado o esquema vacinal do animal.
Estudos científicos comprovam que fêmeas castradas antes do primeiro cio reduzem em até 95% as chances de apresentarem tumor de mama na fase adulta, já que este é um tipo de tumor hormônio dependente (hormônio produzido pelos ovários). Ainda previne o aparecimento de piometra (doença causada pelo acúmulo de pus dentro do útero, que se não tratada a tempo, pode levar a fêmea a morte), metrite, tumor de ovário e útero, TVT (tumor venéreo transmissível) e pseudociese (gravidez psicológica). Evita a ocorrência de gravidez indesejada,e conseqüentemente abandono da ninhada.
O uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis (as “vacinas do cio” popularmente ditas),provocam comprovadamente,independente de serem aplicados uma só vez ou sempre, tumor de mama ou útero ou piometra no futuro comprometendo a saúde do animal.
Da mesma forma, a castração de machos realizada na juventude, trás uma série de vantagens, tais como: evita/diminui hábitos inconvenientes como a demarcação de território com urina; animal fica mais calmo; evita brigas por dominância e disputa por território em locais onde convivem vários animais juntos. Evita fugas de casa atrás de fêmeas em cio e conseqüentemente brigas, atropelamentos, envenenamentos, bem como contágio com algumas doenças infecciosas. Previne doenças como tumor de próstata e conseqüentemente hérnia perineais e perianais, tumor de testículos, TVT (tumor venéreo transmissível).Evita o constrangimento de cães “agarrando” em pernas ou braços de visitas.
É importante salientar que animais castrados mantêm a mesma capacidade de desempenho como caçar, pastorear animais e servir de guarda, caso sejam características da raça. O animal só ficará mais lento depois da castração se adquirir muito peso, que não é resultante exclusivamente da diminuição da ação hormonal, mas sim de um conjunto de fatores como: falta de exercícios, espécie, porte do animal, idade (castrados antes de 1 ano de idade apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a serem obesos), predisposição racial e genética, hábitos alimentares...
Oferecer aos animais uma condição de vida digna é nosso dever. E isso só se torna possível se todos tiverem acesso a um lar, onde lhes sejam dispensados os cuidados básicos de que necessitam como assistência médico veterinária, vacinas, alimentação adequada e equilibrada, vermifugação, etc.
A castração garante uma vida adulta saudável tanto para as fêmeas, quanto para os machos e bem mais tranqüila para os proprietários. Ela evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, sarna negra e outras...
Por se tratar de um assunto de saúde pública, é também importante saber que todos nós temos responsabilidade sobre este tema, tanto a sociedade civil, quanto o poder público, principal responsável pela saúde de todos nós.
Esterilizar seu animal é um ato de respeito e amor!!!!
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