Fernando Antonini

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

42º Programa - Adoção ²





Adoção


O programa Diálogo Aberto, apresentado por Fernando Antonini na Rádio Landell, recebeu, no sábado dia 11 de junho a Sra Denise Brasil , o advogado e procurador do município Carlos Eugênio Villarinho Fortes e a Psicóloga Marciele Magalhães para falarmos sobre Adoção de Filhos.



O programa falou com muita responsabilidade sobre adoção e tudo que envolve o ato de assumir o papel de pais adotivos.


Marciele sintetiza em poucos parágrafos a importância deste ato:



“FILHOS DA ESPERANÇA...



As estatísticas do Cadastro Nacional de Adoção revela a enorme contradição entre o desejo dos pais adotantes e o perfil das crianças disponíveis para a adoção nas instituições de acolhimento. Há 4.471 crianças aptas para a adoção no país e o número de interessados em adotar é quase seis vezes maior: 26.755. Porém, as preferências por raça, cor e idade se sobressaem quando se fala em adoção.



Antes de adotar um filho se deve ter em mente algumas coisas. Que não existem diferenças entre filhos biológicos e adotivos, filho é filho e isso se dá na convivência, na relação em si, o apego vai sendo construído e fortalecido, é assim que ocorre também nas relações consanguíneas. Esse apego e amor podem nascer na relação com qualquer criança, ela pode ter qualquer etnia ou qualquer idade, basta querer.



Adoção, não é GESTO DE CARIDADE!! Mas sim a vontade genuína de SER MÃE e de SER PAI. A adoção é um fenômeno de amor pleno e, para isso, não existem regras, só precisa ser sensível e estar preparado para assumir uma das tarefas mais sublimes.


Com a adoção vem um processo de reconhecimento de tudo o que circunda a maternidade. Esse gestar emocional e esse tempo na adoção são importantes para se amadurecer todas as questões relacionadas não só a maternagem e relação com o filho, como também as particularidades oriundas da adoção em si, como: perfil do filho desejado, revelação da adoção, posicionamento frente a história anterior do filho, relação com a sociedade e os possíveis preconceitos a serem enfrentados.



Com isso, os pais adotantes mergulham num universo totalmente novo, se descobrindo e entendendo que um filho não pode vir com outra função que não seja somente o de ser filho. Filho não pode servir como "tábua de salvação", "filho-companhia", "filho-distração", "fazer caridade", "salvar casamento" ou "fazer crescer".



Se deve ter em vista o tamanho desta responsabilidade e partir para a realização do sonho, lembrando que a ADOÇÃO É POSSÍVEL e que o maior requisito é a disponibilidade de amar e o desejo genuíno de ser mãe e de ser pai.



Viva as famílias ligadas pelo amor e vamos pensar mais nas crianças que estão esperando por anos por alguém que as chame de filha (o)!!”



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